sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Breson, Gare de Saint Lazaré, Paris, 1932



Bresson, um fotografo instantâneo, depara-se com algo ao seu redor que o atraí e fotografa esse acontecimento.
O mesmo acontece nesta fotografia, a qual Bresson, que se encontrava nas traseiras da gare de Saint Lazaré, em Paris, se depara com alguém que pretendia saltar por cima do que se poderá chamar uma grande poça de água. Face a isto, Bresson fotografa minuciosamente no instante em que o sujeito dá o último passo da plataforma e salta para a poça.
A sensação do espectador é talvez o que mais exalta este instantâneo fotográfico, pois ao olharmos para a fotografia, imaginamos quase por instinto o sujeito a cair na poça, também se devendo a haver o reflexo na água, mesmo sabendo que ele ainda lá está, parado no tempo.  
Como é visível a fotografia é a preto e branco, sendo essa a tecnologia da época em que foi tirada, 1932. Também se vê que o centro das atenções, neste caso o senhor prestes a cair, se encontra no lado direito da fotografia, não estando centrado. O que poderá ter sido propositadamente, pois o espectador ao olhar para a foto segue com o olhar o caminho percorrido pelo senhor, até chegar ao lado direito da fotografia, em que percebe que este está prestes a cair e imagina a situação.

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